Ajudam-se uns aos outros quando um de
vocês quer conhecer certa rapariga?
Georg: O Georg está
a ajudar-me.
Tom: Tenho de dizer que
ainda não o ajudei, mas vou ajudar-vos a todos.
Bill: A ajuda dele
não resulta.
Tom: Não, mas iria
custar-me muito dinheiro. Iria resultar, mas tinha de pôr
muito dinheiro em cima da mesa para que as raparigas dissessem
"Sim, eu quero conhecer o Bill." Se calhar se eu continuar a
trabalhar por mais 10-15 anos, consiga ter dinheiro para uma
namorada para o Georg.
Georg: Nah, tinha de ser
mais tempo.
Tom: Não, 10-15 anos
é realista.
Portam-se de maneira diferente quando estão câmeras
por perto?
Bill: Não, para
dizer a verdade. Nem nos apercebemos mais que as cameras
estão por perto. Já estamos habituados a ser
filmados, especialmente em tour. Simplesmente te esqueces disso.
Não posso negar que há algumas cenas que não
viram. Mas normalmente somos os mesmo depois sem as cameras.
Chamariam nomes carinhosos
às vossas namoradas?
Gustav: Miúda. Hey
miúda, traz-me uma cerveja!
Bill: Acho que esses nomes
carinhosos não dão com nada. Podes usá-los
quando estás mesmo apaixonado. Acho que já chamei um
a uma rapariga por isso não posso falar muito.
Tom: Não houve
aquele muito especial? Não vais contar?
Bill: Esse foi muito
embaraçoso. Quando estás apaixonado fazes coisas
embaraçosas, e podes até usar nome carinhosos, mas
normalmente não acho que seja necessário.
Tom: Eu não os uso
mesmo assim.
O que foi para vocês
recentemente embaraçoso?
Bill e Tom: O Georg!
Tom: É o que me vem
à cabeça espontaneamente.
Georg: Isso é
novo.
Bill: Não,
não acho que seja novo.
Tom: A maior parte das
vezes não és embaraçoso, mas mais
involuntariamente engraçado.
Bill: Mas não
é nada de novo, e é isso mesmo que o faz
embaraçoso. O Georg é sempre...
Tom: Outra vez
embaraçoso.
Georg: Embaraçoso a
dobrar. Quem consegue fazer melhor?
Têm medo que a carreira de
Tokio Hotel possa acabar em breve?
Bill: Não,
não temos medo. Claro que nunca sabemos o que está
para vir e é sempre emocionante o que cada ano nos traz.
2007 foi o nosso ano de mais sucesso até agora.
Alcançámos muitas mais coisas, foi um ano
fantástico para os Tokio Hotel. Ficará sempre na
memória e acho que não o vamos conseguir ultrapassar.
Claro que às vezes pensas como será quando já
não tiveres tanto sucesso.
Tom: Em geral, não
deves ter medo de nada. É como a primeira vez que tens sexo:
Atiras-te e será bom.
Georg: Vou-me lembrar
disso.
Conseguem-se imaginar a viver
noutro país [senão Alemanha]?
Bill: Não me consigo
imaginar a viver totalmente fora da Alemanha, acho que nunca o vou
fazer.
Tom: Eu conseguia imaginar
ter a minha própria ilha.
Georg: O próprio
país. Não seria mau.
Tom: Isso seria fixe! Tom
Town [Cidade do Tom].
Georg: Tom City.
Bill: Sim, mas... claro que
todos nós queremos uma casa de férias noutro lado
qualquer mas não ia conseguir mudar-me completamente.
Tom: Teríamos sempre
qualquer coisa na Alemanha.
Bill: Há uma
ligação especial com a Alemanha, e nós sempre
teremos isso, independentemente de quanto tempo passamos noutros
países. Sentimos sempre que estamos a regressar a casa.
Será sempre a nossa casa.
Georg: Mesmo se fosse uma
tenda num parque de caravanas.
Bill: Como o Georg. Vive em
contacto com a Natureza.
Georg: A pescar e
isso.
Já disseram alguma coisa
embaraçosa nalguma entrevista de que se tenham
arrependido?
Bill: Houve uma entrevista
a mim e ao Tom quando estávamos mesmo bêbados.
Tom: Ah, pois foi...
Bill: Não vou dizer
em que ano foi e como estavamos vestidos porque senão
é muito fácil encontrá-la. Estávamos
tão, tão bêbados.
Tom: Ya, essa foi um bocado
desconfortável.
Bill: E foi numa entrega de
prémios mas não digo qual. Foi numa entrega de
prémios e demos uma entrevista completamente
bêbados.
Georg: Bêbados?
Aposto que eram muito novos, não eram?
Bill: Não sei,
esqueci-me.
Georg: De certeza?
Bill: Então, foi
totalmente embaraçoso porque não consiguíamos
dizer uma única frase e estávamos constantemente a
interromper-nos um ao outro.
Tom: Embaraçoso,
ya.
Bill: Se pudesse, mandava
remover a entrevista.
O que vos enerva na maioria das
pessoas?
Bill: A coisa que eu mais
odeio é a impontualidade.
Tom: Sim, não ser
pontual mas também.. quando tu..hipocrisia.
Bill: Sim,
hipocrisia.
Tom: Detesto quando as
pessoas não dizem as coisas directamente.. quero dizer,
não tenho problemas em dizer ao Georg que acho que ele
não presta. Podes fazer isso sem ter de dizer 'Oh Georg,
é um tipo fixe', quer dizer, isso seria hipocrisia.
Bill: Por isso hipocrisia e
pessoas que fazem promessas que não cumprem e, ya,
impontualidade é tão mau. Pessoas em quem não
podes confiar e isso, não consigo lidar de todo com isso
porque sou uma pessoa muito correcta, e o Tom e eu somos
também sempre pontuais e é por isso. Não nos
damos muito bem com o Georg agora. Mas para além
disso...
Tom: Sobre hipocrisia,
há pessoas que disseram coisas como 'Bill, és
tão bom cantor, cantas tão bem' e assim e não
suporto isso.
Bill: Eu também
não. Não mesmo.
Tom: Tãão
desonesto.
Bill: Logo p'ra rua com
elas.
Com que banda gostavam de trocar
de lugar por um dia?
Bill: Com alguma banda das
Maldivas!
Tom: Não.
Georg: É só um dia!
Bill: Mas ficas um dia nas
Maldivas! Bem, eu seria um cantor que ficava num restaurante o dia
todo.
Tom: Aaa.. tipo pessoas que
actuam e isso, né?
Bill: Mas nas
Maldivas.
Georg: Bem...
Tom: Bem, acho que as
Maldivas são agradáveis mas nunca estive lá.
Por isso não posso dizer nada sobre isso...
Já usaram os cupões
para fazer para-quedismo que ganharam na BRAVO?
Bill: Posso dizer
honestamente. Eu quero fazê-lo mas o Tom tem medo. É
mesmo assim, porque o Tom diz que não quer pôr a sua
vida à prova com uma pequena mochila às costas, e
admitiu!
Tom: É
ridículo, completamente.
Georg: Eu tenho de
concordar com o Tom.
Bill: Não, a
sério! Eu adorava fazê-lo mas ainda não tive
tempo, mas acho que vou ter de fazê-lo sem o Tom
então. Salto duas vezes, levo também o cupão
do Tom e faço-o duas vezes.
Georg: Mas isso é,
quer dizer, tens de admitir que há um risco de 50/50.
Bill: Sim, podes ir comigo,
podes ir comigo!
Georg: Ha uma probabilidade
de 50/50 do pára-quedas se abrir.
Bill: Naah,
disparate.
Georg: É jogar com a
vida.
Tom: Que disparate!
Georg: É o mesmo que
jogar à ruleta russa.
Bill: Bem , eu gostava de
fazê-lo uma vez e farei!
Que fazem com as roupas que
já não usam?
Bill: Eu guardo tudo, quer
dizer, estávamos a falar no outro dia..
Georg: Somos uns
desarrumados.
Bill: Ya, não
conseguimos deitar nada fora! A sério, relativamente a
roupas é mesmo assim. Ainda tenho a T-shirt do video Durch
den Monsun e tenho todos os casacos de cabedal de todas as
actuações e videos e etc. Tenho mesmo uma lloa
completa em casa.
Tom: Eu também ainda
tenho quase tudo.
Bill: Está ligado a
memórias, sabes? Tens uma lembrança agarrada à
primeira t-shirt e primeiro casaco do primeiro single e isso, e
é por isso que não deito fora porque há uma
peça da história d banda ligada.
Georg: Algumas coisas foram
a leilão também.
Todos: Sim.
Tom: Como os fatos
doooo..
Gustav: Übers Ende der
Welt.
Tom: ...desse video. Eu
queria mesmo usar esse mas pronto, às vezes tem-se de fazer
compromissos. É a vida.
Diriam a toda gente que tinham uma
namorada?
Bill: Acho que sim porque
acho que seria muito injusto para todas essas pessoas se não
dissessemos, e provavelmente nem sequer uma namorada iria gostar
disso. Porque se tens uma namorada estável acho que ela ia
gostar que admitisses e é por isso que se devia contar.
Nós contavámos.
Como reagiam se as vossas
fãs começassem a atormentar as vossas
namoradas?
Bill: Não acho que
as nossas fãs iriam fazer isso. Acho que se tens uma
namorada e o admites publicamente, toda a gente deveria aceitar
isso e acho que toda a gente o vai fazer. Certo?
Que tipo de erros acontecem em
concerto?
Bill: Tipo 10 000 coisas.
Por exemplo, uma vez, eu dei um murro a mim próprio e outra
vez quase caímos todos do palco porque nos apoiámos
numa placa que escorregou e todos corremos para a frente e-
Tom: Eu não estava
lá.
Bill: Claro que estavas. E
então quase que caímos do palco e uma vez eu, quer
dizer, umas 20 vezes que tropecei em peluches e quase que
caí e-
Tom: Se caísses a
sério teríamos de acabar o concerto.
Bill: E já abri o
lábio várias vezes e-
Georg: Isso é porque
tu rockas em grande no palco.
Bill: É por isso
mesmo! É por rockar em grande em palco que eu já abri
o lábio várias vezes.
Georg: Mas isso não
é um erro.
Bill: Sem ser isso, o meu
auricular caíu ou se estragou e.. o que é que pode
acontecer mais... o Gustav caíu do seu banco uma vez.
Também caíste do pódio?
Gustav: Quem te dera a ti,
eu sei, mas tenho de te desapontar.
Georg: Mas avisa-nos quando
planeares em fazê-lo.
Bill: Ok, isso do
pódio não aconteceu.
São
ciumentos?
Bill: Sim, sou muito
ciumento.
Tom: Não, não
sou ciumento.
Bill: És TÃO
ciumento!
Tom: Acho que parte de
umaboa relação é uma pessoa poder experimentar
um pouco para além da relação, para ver se a
relação em questão é mesmo uma coisa
séria. Acho que essa é a única maneira com que
podes ter a certeza que é uma boa relação - se
puderes experimentar outras coisas de vez em quando.
Georg: E ver o
mercado.
Tom: E vero mercado, quer
dizer, é como com um telemóvel basicamente,
não é? Tens um telemóvel e pensas que é
um bom mas depos outro telemóvel melhor aparece no
mercado.
Bill: Comigo, eu sou
extremamente ciumento, mesmo, mesmo ciumento. Também cou
completamente monogâmico. Assim que estás com
alguém, é assim que deve ser e faz parte. É o
que mantém uma relação viva, poder dizer
à outra pessoa 'é horrível que tenhas olhado
para aquele rapaz ali!'. Acho que faz parte e sou muito ciumento.
Patologicamente ciumento.